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Educação Empreendedora

Ensino médio no brasil enfrenta evasão escolar acima da média internacional

No Brasil, jovens entram no ensino médio, mas 1 em cada 5 não conclui a etapa

Pesquisa recente divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que um a cada cinco estudantes que entram no ensino médio brasileiro não termina o ciclo nem permanece nas salas de aula até dois anos após o prazo esperado. O índice de evasão no país alcança 20%, superando com folga os 12% registrados como média global entre as nações avaliadas pelo levantamento.

Desigualdade de gênero na educação O documento aponta que as mulheres apresentam maior probabilidade de finalizar os estudos básicos em comparação aos homens. Enquanto o índice de evasão masculina chega a 23% no Brasil — a maior taxa mundial nessa categoria específica —, entre as alunas o percentual é menor. Na média global, os rapazes também lideram os índices de abandono em cursos profissionalizantes.

Fatores que impulsionam o abandono escolar A entidade internacional destaca que a saída precoce da escola raramente acontece por um único motivo, sendo o resultado de um processo acumulativo de distanciamento. Questões como rendimento acadêmico insuficiente, ausências recorrentes e falta de estímulo se unem a problemas socioeconômicos e falhas estruturais do próprio sistema de ensino, a exemplo da política de repetência.

Evolução histórica e cenário dos jovens Apesar dos desafios persistentes na conclusão do ciclo escolar, a parcela de brasileiros entre 25 e 34 anos sem o diploma do ensino médio sofreu retração nos últimos anos, passando de 35% em 2016 para 26% em 2024. No entanto, o estudo também aponta que uma fatia expressiva de jovens adultos permanece fora do mercado de trabalho e dos estudos.

Condições do magistério e o futuro da rede pública O levantamento traz ainda um panorama sobre os profissionais da educação na rede pública, indicando que menos da metade dos docentes do ensino fundamental II se diz satisfeita com as condições de trabalho, excluindo os salários. Ao mesmo tempo, projeções demográficas indicam uma tendência de queda na população em idade escolar para a próxima década, o que pode alterar a demanda por novas vagas e professores.

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